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terça-feira, 1 de outubro de 2024

ALTER DO CHÃO - A CIDADE

Alter do Chão é uma cidade de 6.800 habitantes, distrito de Santarém, que se situa na margem direita do Rio Tapajós.

A cidade foi fundada no sec. XVII pelos portugueses e ficou durante séculos habitada por indígenas, recebendo diversas missões jesuíticas. No início do sec. XX era rota de transporte de látex, no auge da extração da borracha. Desde os anos 1990 entrou na rota do turismo, tendo assim evoluído economicamente.

A cidade dista 37 km de Santarém pela rodovia PA-457. Santarém tem um aeroporto que recebe voos diários de vários pontos do país, permitindo o fácil acesso a Alter do Chão, por meio de ônibus, taxis ou transferes.

Alter do Chão é bem servida de hotéis, desde os mais simples até hotéis-boutique, com bons serviços e conforto. Há também vários restaurantes espalhados pelo centro e pela orla, que embora simples, servem uma boa comida regional, saborosa e bem feita, drinks variados, a um custo razoável. Apenas o serviço é um pouco lento, o que é bom saber para fins de programação.




Para os hotéis mais distantes do centro é possível o deslocamento por taxi, que custam em torno de R$ 20,00 o percurso.

Nos fins de semana à noite há apresentações de carimbó no centro da cidade, com banda, dançarinos, e uma feirinha de produtos regionais.

A partir de Alter do Chão saem barcos de agências de turismo para inúmeras praias de rio, comunidades ribeirinhas, trilhas na floresta etc. levando os turistas para conhecer melhor as atrações locais. Os passeios são sempre de lancha pelo Rio Tapajós e Rio Arapiuns.




O clima na região se divide em dois períodos – o das chuvas, que vai de novembro a junho, quando o nível do rio sobe e a maioria das praias fica submersa. E o período das secas, ou do verão, quando as águas baixam deixando as praias à vista. No final da seca, se a estiagem for muito forte, alguns passeios ficam prejudicados porque os barcos não podem navegar em alguns setores, canais etc. Portanto, o melhor período seria o início da estiagem.

A temperatura é sempre elevada, mesmo à noite e o banho no rio é uma benção!!!

Embora seja uma região propensa a ter mosquitos, por incrível que pareça, não tivemos problema. Mesmo na floresta não fomos atacados por mosquitos. Talvez no período das chuvas os mosquitos incomodem mais.

Embora esteja localizada no meio da região amazônica, o celular tem sinal por lá, e tivemos internet no hotel, nos restaurantes e até nas comunidades ribeirinhas. Com isso, pudemos fazer pagamentos com Pix e cartão na maioria dos lugares, mas é sempre bom levar dinheiro em espécie para os pequenos negócios que preferem essa forma de pagamento.

Por fim, tivemos uma experiência bastante positiva no local e recomendamos o passeio para todos que gostam de apreciar a natureza, de curtir uma vida mais simples (lá não tem shopping nem restaurantes gourmet), querem conhecer outras culturas (indígena, ribeirinha, cabocla) e querem relaxar em contato com a floresta e o rio, degustando um tambaqui na brasa, um bolinho de pirarucu, uma caipirinha de taperebá.

E boa viagem!!!!! 

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