Alter do Chão é uma cidade de 6.800 habitantes, distrito de Santarém, que se situa na margem direita do Rio Tapajós.
A
cidade foi fundada no sec. XVII pelos portugueses e ficou durante séculos
habitada por indígenas, recebendo diversas missões jesuíticas. No início do
sec. XX era rota de transporte de látex, no auge da extração da borracha. Desde
os anos 1990 entrou na rota do turismo, tendo assim evoluído economicamente.
A
cidade dista 37 km de Santarém pela rodovia PA-457. Santarém tem um aeroporto
que recebe voos diários de vários pontos do país, permitindo o fácil acesso a
Alter do Chão, por meio de ônibus, taxis ou transferes.
Alter do Chão é bem servida de hotéis, desde os mais simples até hotéis-boutique, com bons serviços e conforto. Há também vários restaurantes espalhados pelo centro e pela orla, que embora simples, servem uma boa comida regional, saborosa e bem feita, drinks variados, a um custo razoável. Apenas o serviço é um pouco lento, o que é bom saber para fins de programação.
Para
os hotéis mais distantes do centro é possível o deslocamento por taxi, que
custam em torno de R$ 20,00 o percurso.
Nos
fins de semana à noite há apresentações de carimbó no centro da cidade, com
banda, dançarinos, e uma feirinha de produtos regionais.
A
partir de Alter do Chão saem barcos de agências de turismo para inúmeras praias
de rio, comunidades ribeirinhas, trilhas na floresta etc. levando os turistas
para conhecer melhor as atrações locais. Os passeios são sempre de lancha pelo
Rio Tapajós e Rio Arapiuns.
O
clima na região se divide em dois períodos – o das chuvas, que vai de novembro
a junho, quando o nível do rio sobe e a maioria das praias fica submersa. E o
período das secas, ou do verão, quando as águas baixam deixando as praias à
vista. No final da seca, se a estiagem for muito forte, alguns passeios ficam
prejudicados porque os barcos não podem navegar em alguns setores, canais etc.
Portanto, o melhor período seria o início da estiagem.
A
temperatura é sempre elevada, mesmo à noite e o banho no rio é uma benção!!!
Embora
seja uma região propensa a ter mosquitos, por incrível que pareça, não tivemos
problema. Mesmo na floresta não fomos atacados por mosquitos. Talvez no período
das chuvas os mosquitos incomodem mais.
Embora
esteja localizada no meio da região amazônica, o celular tem sinal por lá, e
tivemos internet no hotel, nos restaurantes e até nas comunidades ribeirinhas.
Com isso, pudemos fazer pagamentos com Pix e cartão na maioria dos lugares, mas
é sempre bom levar dinheiro em espécie para os pequenos negócios que preferem
essa forma de pagamento.
Por
fim, tivemos uma experiência bastante positiva no local e recomendamos o
passeio para todos que gostam de apreciar a natureza, de curtir uma vida mais
simples (lá não tem shopping nem restaurantes gourmet), querem conhecer outras
culturas (indígena, ribeirinha, cabocla) e querem relaxar em contato com a
floresta e o rio, degustando um tambaqui na brasa, um bolinho de pirarucu, uma
caipirinha de taperebá.

Muito bom. Adorei.
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