O Rio Tapajós é um dos afluentes da margem direita do Rio Amazonas. É o quinto maior afluente do Amazonas, representando 7% de toda a bacia hidrográfica do Amazonas.
Ele
nasce no estado do Mato Grosso, próximo a Cuiabá, e tem sua foz no Rio
Amazonas, em frente à cidade de Santarém, depois de percorrer 1700 km, pelos
estados de MT, PA e AM.
É
um rio bastante caudaloso, muito largo – no seu ponto mais largo mede 27 km – e
tem uma vazão média de13.450 m3/segundo, recebendo inúmeros
afluentes no seu percurso, inclusive o Rio Arapiuns, que também fica próximo à
Santarém e tem águas claras e transparentes.
Suas
águas são de coloração esverdeada, azulada ou cristalina e no seu encontro com
o Amazonas, que é marrom, apresenta uma zona em que as águas não se misturam.
Inúmeras
espécies de peixe podem ser encontradas no rio, como pirarucu, tucunaré,
matrinxã, aruanã e piranha. Os tambaquis consumidos na região são criados em
fazendas.
Ao
longo do rio há inúmeras comunidades de caboclos e indígenas que vivem do
turismo e de algum extrativismo da região e que se deslocam, principalmente,
pelo rio, em balsas e barcos.
Cerca
de 50 km ao sul de Alter do Chão localiza-se a Floresta Nacional do Tapajós
(Flona), uma unidade de conservação da natureza, que abrange os municípios de
Aveiro, Belterra, Placas e Rurópolis, no Oeste do Estado do Pará.
A
Floresta Nacional possibilitou o acesso e promoção do uso sustentável dos
recursos naturais pelos moradores da unidade, cerca de 1.050 famílias totalizando
4 mil moradores. O Manejo Florestal Comunitário, realizado em uma área
especialmente reservada para esse fim, é uma importante referência de uso
sustentável da floresta.
Além
do Manejo Florestal destacam-se diversas iniciativas de uso sustentável com
envolvimento comunitário, tais como: extração do látex, extração de óleos de
andiroba e copaíba, produção do couro ecológico a partir do látex, biojóias,
móveis artesanais, comercialização de frutas in natura (açaí), produção de
polpas e licores, produção de farinha, produção de mel, criação de peixes e
turismo de base comunitária.
Atrativos
da Flona:
- Banhos
em praias e igarapés;
- Caminhadas
por grandes árvores da vegetação amazônica, como a sumaúma gigante (Ceiba
pentandra), pela casa de farinha, pela produção de couro ecológico, pelo
projeto de manejo florestal sustentável e pela produção de móveis
artesanais;
- Observação
de fauna;
- Passeios
de barco e de canoa pelo igapó e igarapés;
- Pernoite
autorizada nas comunidades;
- Pesquisas
e atividades didáticas;
- Visitação
à torre do Projeto LBA;
- Caminhada
na trilha interpretativa do KM 67 da BR 163 - Base de Terra-Rica;
- Visitação às comunidades indígenas com prévia autorização da FUNAI e das aldeias.
Ao
longo do rio há inúmeras praias para banho, algumas com infraestrutura de
barracas e restaurante, como a PRAIA DE PINDOBAL e a PRAIA DE PONTA DE PEDRAS.
Outras são bem desertas, e apenas um local para banho e relaxamento. Alguns
pontos do rio são mais fundos, mesmo perto da orla, e outros são bem rasos, com
bancos de areia, como a Ponta do Toronó.
Em
Alter do Chão há agências de turismo que promovem passeios de um dia inteiro
visitando vários pontos. A partir do Cais de Turismo partem inúmeros barcos para
os diversos passeios.





















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