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terça-feira, 1 de outubro de 2024

O RIO TAPAJÓS E SUA BACIA

O Rio Tapajós é um dos afluentes da margem direita do Rio Amazonas. É o quinto maior afluente do Amazonas, representando 7% de toda a bacia hidrográfica do Amazonas.




Ele nasce no estado do Mato Grosso, próximo a Cuiabá, e tem sua foz no Rio Amazonas, em frente à cidade de Santarém, depois de percorrer 1700 km, pelos estados de MT, PA e AM.


É um rio bastante caudaloso, muito largo – no seu ponto mais largo mede 27 km – e tem uma vazão média de13.450 m3/segundo, recebendo inúmeros afluentes no seu percurso, inclusive o Rio Arapiuns, que também fica próximo à Santarém e tem águas claras e transparentes.

Suas águas são de coloração esverdeada, azulada ou cristalina e no seu encontro com o Amazonas, que é marrom, apresenta uma zona em que as águas não se misturam.

Inúmeras espécies de peixe podem ser encontradas no rio, como pirarucu, tucunaré, matrinxã, aruanã e piranha. Os tambaquis consumidos na região são criados em fazendas.




Ao longo do rio há inúmeras comunidades de caboclos e indígenas que vivem do turismo e de algum extrativismo da região e que se deslocam, principalmente, pelo rio, em balsas e barcos.

Cerca de 50 km ao sul de Alter do Chão localiza-se a Floresta Nacional do Tapajós (Flona), uma unidade de conservação da natureza, que abrange os municípios de Aveiro, Belterra, Placas e Rurópolis, no Oeste do Estado do Pará.




A Floresta Nacional possibilitou o acesso e promoção do uso sustentável dos recursos naturais pelos moradores da unidade, cerca de 1.050 famílias totalizando 4 mil moradores. O Manejo Florestal Comunitário, realizado em uma área especialmente reservada para esse fim, é uma importante referência de uso sustentável da floresta.

Além do Manejo Florestal destacam-se diversas iniciativas de uso sustentável com envolvimento comunitário, tais como: extração do látex, extração de óleos de andiroba e copaíba, produção do couro ecológico a partir do látex, biojóias, móveis artesanais, comercialização de frutas in natura (açaí), produção de polpas e licores, produção de farinha, produção de mel, criação de peixes e turismo de base comunitária.

Atrativos da Flona:

  • Banhos em praias e igarapés;
  • Caminhadas por grandes árvores da vegetação amazônica, como a sumaúma gigante (Ceiba pentandra), pela casa de farinha, pela produção de couro ecológico, pelo projeto de manejo florestal sustentável e pela produção de móveis artesanais;
  • Observação de fauna;
  • Passeios de barco e de canoa pelo igapó e igarapés;
  • Pernoite autorizada nas comunidades;
  • Pesquisas e atividades didáticas;
  • Visitação à torre do Projeto LBA;
  • Caminhada na trilha interpretativa do KM 67 da BR 163 - Base de Terra-Rica;
  • Visitação às comunidades indígenas com prévia autorização da FUNAI e das aldeias.

Ao longo do rio há inúmeras praias para banho, algumas com infraestrutura de barracas e restaurante, como a PRAIA DE PINDOBAL e a PRAIA DE PONTA DE PEDRAS. Outras são bem desertas, e apenas um local para banho e relaxamento. Alguns pontos do rio são mais fundos, mesmo perto da orla, e outros são bem rasos, com bancos de areia, como a Ponta do Toronó.





Em Alter do Chão há agências de turismo que promovem passeios de um dia inteiro visitando vários pontos. A partir do Cais de Turismo partem inúmeros barcos para os diversos passeios.




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